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Guarda Mirim de Foz do Iguaçu reúne jovens atendidos nas décadas de 1970/80

27 de junho de 2018
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Instituição está perto de completar 41 anos de fundação com mais de 30 mil adolescentes atendidos em Foz do Iguaçu

A Guarda Mirim de Foz do Iguaçu reuniu, nesta segunda-feira (25), ex-guardinhas que entraram na instituição nas décadas de 1970 e 1980. O ato marcou o início dos preparativos para comemoração dos 41 anos de fundação, que serão completados no dia 26 de julho, e também para a participação dos mesmos no desfile cívico militar do próximo dia 07 de setembro. “Foi um momento de reencontros e resgate de histórias”, destacou o presidente Hélio Cândido do Carmo.

A história da Guarda Mirim é marcada por pessoas que passaram pelo local e hoje são empresários, advogados e mestres, outros ocupam cargos de destaque em empresas públicas e privadas e várias outras profissões. A instituição começou em 1977, por obra da primeira-dama Léa leoni Vianna, preocupada com as questões sociais que surgiram com a chegada de milhares de pessoas para trabalhar na Itaipu Binacional. Desde então, aproximadamente 30 mil adolescentes foram atendidos.

O ex-guardinha Joselito Assis, participou da atividade na segunda. “Não há obstáculo que consiga impedir uma amizade verdadeira, e mesmo que os amigos não se vejam, ou falem durante anos, o sentimento está lá, no coração de cada um”, comentou.

O agente de Saúde Pública, Sebastião José de Oliveira, Cabo Oliveira, que frequentou a instituição disse de 1977 a 1982, também destacou a importância de fazer parte desta história. “Participar de um momento destes, onde se encontram amigos de adolescência e relembrar momentos vividos nesta instituição é maravilhoso”, afirmou.

Na avaliação do Cabo Oliveira, é difícil descrever a sensação de olhar e ver que quase todos são pais e avós hoje. “E ver que a Guarda Mirim continua após 40 anos de existência a atender com o mesmo carinho e determinação os adolescentes, mesmo que a forma de acolhimento seja diferente da nossa época, que tinha formação em um regime militar”.

“Neste tempo podíamos dizer que éramos felizes e que os dias de hoje, aqueles colegas de Guarda, a maioria encontra-se com bom empregos e tendo colegas até aposentado”. Segundo Oliveira, isto fez e faz a diferença e mostra para os adolescentes que a Guarda Mirim tem o respeito da comunidade de Foz do Iguaçu. “Fico feliz por termos nos encontrado e mostrar a nossa cara e dizer que jamais vamos esquecer de agradecer todos e todas que por aí passou”, completou.

Felicidade
A fundadora da Guarda Mirim de Foz do Iguaçu, Léa Leone Vianna, foi convidada para o encontro, mas devido a distância e compromissos de agendas, ficou impossibilitada de participar. Ao ver as fotos que os ex-gms enviaram, não conseguiu esconder a emoção: “vocês não imaginam como me deixaram feliz! Ver meus filhos, hoje homens feitos, unidos pelo elo de amor que plantei entre vocês”, disse.

“Não consegui ir mas as fotos me fizeram voltar ao passado e sentir a gratidão no presente”, destacou a eterna mãe dos guardinhas. “A amizade de vocês junto a mim foi gestada lentamente. E quando nasceu foi tratada e alimentada com muito carinho. A Guarda Mirim é a melhor realização da minha vida. Ver vocês vencendo na vida é a minha maior alegria porque eu continuo amando vocês”, completou.

O ex-diretor e coronel nos primeiros tempos da Guarda Mirim, Nilton Lafuente, também se revelou emocionado ao ver as imagens. “Os boinas pretas queridos! Emocionei-me com essas fotos, um filme de longa metragem passou pela minha cabeça”, afirmou.

E completou: “Me enverguei de um homem saudosista, para vocês também presto minha continência e agradeço a Deus sempre pela alegria e oportunidade que ele me deu de conhecer cada um de vocês, ainda, vocês todos, crianças e adolescentes, cheio de esperança e de vida, carentes de um abraço amigo. Vocês para mim sempre tiveram um valor inconteste e inatacável”.

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