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Safra da maçã de Palmas deve alcançar 13 mil toneladas em 2018

12 de dezembro de 2017
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A produção de maçã, na safra 2017/2018, deve chegar a 13 mil toneladas em Palmas, no Sudoeste do Paraná. A estimativa é dos produtores que mantém uma área cultivada de aproximadamente 400 hectares. A expectativa é de colheita de frutos considerados de alta qualidade, semelhantes aos retirados dos cultivares no início deste ano.

A colheita precoce está prevista para as primeiras semanas de janeiro, informou o Diretor Técnico da Associação Brasileira de Produtores de Maçã, Ivanir Dall’Agnol. Com um clima favorável, segundo ele, a fruta que já passou pelo estágio de divisão celular, o mais frágil de todos, já está em período de formação.

“As temperaturas atuais estão ajudando na maduração e a alta incidência de luz solar é propícia para deixar o fruto mais doce, o que posteriormente vai ajudar na venda”, disse. O principal mercado consumidor da produção de Palmas é o nacional (Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, entre outros), revelou Dall’Agno.

“Este ano fizemos novos plantios, renovações de área e replantamos diversos pés, com isso melhoramos o potencial genético da fruta”, destacou o diretor da Associação. De acordo com ele, esse replantio é necessário para eliminar os pés que estão com uma variedade genética fraca, deixando o fruto sem cor e menos atraente para o consumidor.

O novo plantio, deve começar a produzir em 2020, aumentando para aproximadamente 15 mil toneladas a produção anual em Palmas. Na safra 2016/2017, a produção local chegou a 14 mil toneladas.

O desempenho é resultado do frio intenso registrado no inverno do ano passado. Neste ano, apesar das baixas temperaturas não resistirem por longos períodos, houve registros de geada e até de chuvas congelada e neve. Em média, são gerados 400 empregos diretos com a colheita e transporte do fruto.

Panorama
A colheita de frutos precoces começará logo na primeira semana de janeiro e deverá render 800 toneladas em uma pequena área de produção. A variedade gala, produzidas nas regiões mais baixas de Palmas, terá sua colheita inciada na semana do dia 20 de janeiro.

Já na região mais alta, que fica no distrito do Horizonte, a colheita começa na primeira semana de fevereiro e deverá ser concluída em 30 dias. “As maçãs, do tipo Fuji e Gala Suprema, vamos começar a colheita em abril, depois de terminar toda a Gala e as precoces”, explicou Dall’Agnol.

Contexto
Palmas é a capital da maçã do Paraná e referência no cultivo. A introdução da fruta ocorreu na década de 1970. O produtor Geraldo Lovo é o mais antigo a atuar neste ramo da agricultura, que conheceu e se encantou em 1978, quando ganhou uma amostra durante a visita do ex-governador Parigot de Souza.

O município conta atualmente com 15 áreas produzindo. Os trabalhadores se dividem entre a colheita e a classificação da fruta. O pomar de Dall’Agnol ocupa uma área de aproximadamente 28 hectares, onde são cultivadas as variedade Gala e Fuji, com dois tipos de plantação, uma com 3,5 mil pés por hectare e outra com 600.

“Este ano tivemos muito frio e chuva, mas todo o produtor precisa estar preparado para isso”, disse o produtor. Que completou: “Acredito que o ano de 2018 será um sucesso para todos”.

Origem da maçã
Já que o assunto é maçã, é importante conhecer um pouco sobre a origem dela. O fruto da macieira, planta proveniente da região do Cáucaso e da Ásia Central, chegou ao Brasil em meados da década de 1920, mais precisamente em São Paulo.

Porém, muito antes do conhecimento da origem da planta, há relatos na internet de que na antiguidade os povos gregos e romanos já a cultivavam. A produção no país possui maior demanda pelas variedades Gala e Fuji, as mais consumidas.

A maçã é a terceira fruta mais consumida por aqui. A região que mais produz é o sul, com destaque para cidades paranaenses como Palmas, Campo do Tenente, Lapa e Porto Amazonas.

Os fatores climáticos são fundamentais para o desenvolvimento da macieira e na produção de frutos. Sem frio, ocorre a paralisia do brotamento, afetando o desenvolvimento e o crescimento tanto da planta quanto do fruto e a aparência do fruto pode ficar achatada.

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