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Um dos argumentos dos críticos do casamento (evento privado) da deputada Maria Victoria diz que a estrutura alterava a fachada do Palácio Garibaldi, um local privado mantido com recursos privados – inclusive pelos pais de Maria Victória, que são sócios da Sociedade Garibaldi, responsável pleo local.  Além de controverso, já que foi constatado que o prédio histórico não sofreu nenhuma alteração pela estrutura externa, é um argumento que mostra a seletividade dos discursos da esquerda paranaense, que usou o protesto no casamento para jogar ovos nos convidados e defender o ex-presidente Lula, condenado por corrupção nesta semana.

Em 2014 a campanha da então presidente Dilma Rousseff (PT) montou um circo, o Circo da Democracia, em frente ao prédio histórico da UFPR, o principal ponto histórico e turístico da cidade de Curitiba. A estrutura ficou lá por 10 dias, recebendo Dilma e outras atrações e eventos ligados à campanha do PT e alterando (escondendo na verdade) a paisagem local.

Na época, não se viu nenhum dos que criticaram a estrutura o casamento da deputada falarem algo do tipo. Do outro lado, também não. E é importante lembrar: os dois eventos eram privados, mas ao contrário do Palácio Garibaldi, o prédio da UFPR é público.

Como bem lembrou o jornalista Fernando Nandé, as cenas de ontem foram lamentáveis, dignas da Idade Média. O protesto é um direito, mas as agressões são inaceitáveis.

Durante o protesto, manifestantes exibiam faixas de apoio ao ex-presidente Lula, condenado nesta semana por corrupção.

Durante o protesto, manifestantes exibiam faixas de apoio ao ex-presidente Lula, condenado nesta semana por corrupção. (Foto: Thea Tavaras/Sismuc)