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Advogado questiona bloqueios da Prefeitura de Curitiba: “Confundem o público com o privado”

8 de Janeiro de 2014
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Advogado questiona bloqueios da Prefeitura de Curitiba: "Confundem o público com o privado"

A mobilização da campanha #FreeCella levou a Prefeitura de Curitiba a desbloquear, no Twitter, o advogado e professor universitário José Renato Cella, que havia sido banido pelos perfis da administração municipal após questionar a linha informal adotada pela equipe de Comunicação do prefeito Gustavo Fruet (PDT).

Este, porém, parece não ser o último episódio envolvendo o caso. Isto porque, segundo o advogado, nas entrelinhas, o perfil da Prefeitura insinuou que ele teria praticado um crime, o que é negado por Cella.

“Em primeiro lugar, pessoa jurídica não sofre, jamais, danos morais e nunca é vítima, portanto, de “crimes contra a honra”. De minha parte, não considero que tenha cometido crime algum e, se isso me for imputado sem a leviandade com que a prefeitura me acusa, poderei me defender pelos canais adequados. Por ora, é a Município de Curitiba, com as suas insinuações, que me aflige um dano em minha honra. Uma presumível dor pessoal está sendo transformada em uma questão de Estado. Fato que confirma que a equipe de comunicação da prefeitura confunde o público com o privado”, disse em entrevista ao blog.

Conforme uma resposta hoje no perfil da Prefeitura no Twitter, foram feitas atas notariais com as mensagens de Cella, o que gerou desconfiança em alguns seguidores de Cella sobre possíveis medidas a serem tomadas contra o advogado.

“Ora, a tal ata notarial deveria ser mandada fazer pelo Anão (citado nas mensagens), paga com o dinheiro dele e não o da prefeitura, sendo que somente ele, Anão, é que pode dar início às medidas legais que entenda pertinentes no caso de ter se sentido vítima de preconceito criminoso, conforme se deu, maliciosamente, a entender”, completou.

José Cella diz que não ingressará na Justiça, mesmo que a desculpa utilizada pela Prefeitura para o desbloqueia esteja, segundo ele, próxima de uma calúnia e que a questão tenha sido levada para o lado pessoal. “Por ora, creio eu, a divergência pode seguir na seara do debate público de ideias, debate esse que é salutar e a respeito do que uma judicialização somente estancaria”, completou.

O blog entrou em contato com a Prefeitura de Curitiba. Em resposta, a equipe de mídias sociais disse apenas seguir as melhores práticas da internet.

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