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Presos acusados de matar Tayná são inocentes, diz Joice Hasselmann

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detalhes exclusivos divuglados pela Joice Hasselmann

Agora não há mais sombra de dúvidas. Os quatros homens presos acusados de estuprar e matar a menina Tayná de apenas 14 anos em Colombo são absolutamente inocentes. Os depoimentos coletados durante mais de 120 horas são impressionantes. Toda a história foi uma grande farsa para incriminar os quatro, armada pelo verdadeiro assassino ou assassinos e com a conivência e participação dos primeiros policiais que investigaram o caso.

Os presos foram torturados por pelo menos 18 policiais, todos reconhecidos pelas vítimas. Três delegados participaram dos crimes de tortura que foram além das agressões físicas que causaram o estouro no tímpano de um deles, fratura exposta em outro, além do estupro de um dos presos. As celas da delegacia chegaram a ser abertas para que um dos presos fosse abusado sexualmente pelos detentos. Eles contaram que foram submetidos a todo tipo de humilhação psicóloga, inclusive sexual, sendo obrigados entre eles a praticar atos libidinosos. Os relatos são o retrato da crueldade. Debaixo de toda essa tortura e covardia é que eles confessaram e qualquer um submetido a tanta dor e humilhação confessaria qualquer coisa.

Os novos policiais designados para atuar no caso fizeram um trabalho brilhante, humano e com base na lei e na justiça e trabalharam sem descanso para descobrir a verdade. A nova investigação começou depois que laudo que provava que o sêmen encontrado em Tayná não pertencia aos presos foi vazado com EXCLUSIVIDADE por essa jornalista e blogueira, mesmo debaixo de muitos “conselhos” para que as informações não fossem publicadas. Mas era preciso encontrar a verdade e tirar os 4 inocentes da cadeia que foi transformada num inferno para recebê-los.

A nova equipe de policiais conseguiu. Gente decente que descobriu a inocência dos quatro e mais. No momento da prisão deles havia um outro funcionário do parque que foi liberado sem que houvesse qualquer justificativa para isso, sem que houvesse coleta do material genético dele. E a pergunta é: porque? Baixinho, como é conhecido, fugiu em seguida. Qual é a explicação dos policiais e do delegado afastado da Delegacia do Alto Maracanã, Silvan Rodney Pereira, para liberar o quinto elemento? Porque ele teve um tratamento diferenciado dos outros?

Que tipo de argumento teria sido usado para convencer a autoridade de que apenas ele deveria deixar a cadeia? Qual é o envolvimento dele com o dono do parque, filho e nora? São perguntas que devem ser feitas para os policiais afastados desse caso que obviamente devem ser presos.

Nos próximos textos vou detalhar mais a perversidade desse caso. Agora é preciso encontrar o assassino e tentar reparar a destruição que foi feita da vida que quatro inocentes que se não fosse a reviravolta desse caso teriam apodrecido na cadeia ou mortos na primeira rebelião, tratamento dado a estuporados, ainda mais quando são arquivos vivos.